História

       Fundada em 13 de dezembro de 1984, em uma assembleia realizada no prédio da antiga Rua Larga, hoje Marechal Floriano, na qual aprovara seu Estatuto, a fundação da Associação de Docentes do Colégio Pedro II – ADCPII – coroava o esforço de professores e professoras no contexto de redemocratização que o país vivia depois de duas décadas de ditadura militar.

       A ADCPII assumiu o compromisso de travar a “boa luta” em um contexto local, nacional e internacional adverso. As vitórias de Margareth Thatcher, na Inglaterra, e de Ronald Reagan, nos EUA, representavam o avanço das forças neoliberais, que, defendendo a concepção do Estado Mínimo, comprometiam o ensino público e gratuito. A esperança que mobilizou os movimentos sociais, Brasil afora, no Movimento das DIRETAS JÁ, sofreu a decepção de ver rejeitada, no Congresso Nacional, a Emenda Dante de Oliveira, adiando o sonho de eleições diretas para presidente. No contexto local, o Imperial Colégio Pedro II seguia regulamentado por um emaranhado de leis criadas ao longo da ditadura militar. Portanto, quase tudo indicava que a luta em defesa do ensino público, gratuito e democrático, com a qual a pioneira e recém-criada ADCPII se comprometera, exigiria – como exige ainda hoje – um árduo trabalho coletivo.

      Já em 1985, como, à época, não havia eleições para as diferentes funções existentes na escola, defendia a necessidade de se estabelecerem processos eleitorais no CPII. Alcançou, ao longo de suas três décadas de existência, vitórias que são fruto da intensa luta de seus associados e associadas. Dentre elas, vale destacar as eleições/consultas para Diretor Geral e a criação do Conselho Superior (CONSUP), em 2012, que iniciou o processo de democratização da gestão do Colégio, implementando definitivamente a representação de estudantes, pais/responsáveis e técnicos no órgão máximo deliberativo, bem como eleições para diversas funções pedagógicas e administrativas.

       Além de estabelecer laços com seus associados, juntou forças com outras entidades dentro e fora do CPII na defesa da escola pública de qualidade e participou de assembleias comunitárias, construindo movimentos de greve que trouxeram ganhos importantes para os servidores públicos.

       Vem lutando por melhores condições físicas e pedagógicas de trabalho. Exemplos dessas lutas são a campanha para a climatização das salas de aula (2011-2012), a firme atuação para a normatização do Reconhecimento de Saberes Docentes (RSC) (2014) e o empenho na correção das distorções existentes na regulamentação da atividade docente, que incluiu a proposta, aceita pelo CONSUP, de realização de Audiência Pública sobre o tema (2015).

       Completou três décadas de atuação em dezembro de 2014, reafirmando que não há um espaço ou um tempo em que a democracia esteja a nossa espera. Há, sim, um movimento permanente na construção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna, e, traduzindo seus compromissos, afirma, hoje ainda: PRESENTE.

       Entendeu, como entende hoje, que as lutas são de todos e todas e que, portanto, também as vitórias são sempre coletivas. Por isso, não personalizou a história que ora escreve: encontra-se disponível, em nosso site e em nossa sede, a memória dessa trajetória em documentos diversos, abrindo, para todos e todas, possibilidades de novas narrativas.